Análise 360°: O Plano do Corinthians para a Libertadores 2026 sem Fabinho Soldado
O Sport Club Corinthians Paulista encerra o ano de 2025 vivendo uma dualidade que define sua história: o êxtase da glória dentro de campo e a incerteza administrativa fora dele. A conquista da Copa do Brasil sobre o Vasco da Gama não apenas garantiu o troféu, mas carimbou o passaporte direto para a fase de grupos da Copa Libertadores de 2026, devolvendo o clube ao topo do continente. No entanto, o clima de celebração foi interrompido pela decisão drástica do presidente Osmar Stabile em demitir Fabinho Soldado, o executivo de futebol que foi o braço direito da comissão técnica e o principal articulador da harmonia no vestiário durante a arrancada do segundo semestre.
A saída de Fabinho ocorre em um momento crítico, onde o planejamento para 2026 já deveria estar em execução avançada. O executivo era visto como o “escudo” que protegia o técnico Dorival Júnior e os líderes do elenco, como Memphis Depay e Rodrigo Garro, das turbulências políticas que assolam o Parque São Jorge. Sem o seu principal gestor esportivo, o Corinthians inicia a sua preparação para a “Glória Eterna” em meio a um vácuo de liderança no departamento de futebol, levantando questionamentos sobre quem terá a competência técnica para gerir um orçamento que promete ser o mais austero da última década, apesar da premiação milionária da Conmebol.
O “Plano Libertadores 2026” sem Fabinho Soldado exige uma reengenharia rápida e precisa. A diretoria agora corre contra o tempo para anunciar um novo nome — com Paulinho (ex-Mirassol) sendo o favorito — que consiga manter a competitividade do time enquanto lida com a meta agressiva de redução da folha salarial em R$ 5 milhões mensais. Esta análise 360° mergulha nos pilares táticos, financeiros e políticos que ditarão o sucesso ou o fracasso do Timão na próxima temporada, revelando como o clube pretende equilibrar a sede por títulos com a necessidade vital de sobrevivência financeira.
1. O Vácuo na Gestão e o Impacto no Vestiário
A demissão de Fabinho Soldado não foi apenas uma troca de cargos; foi o rompimento de um processo. Fabinho gozava de uma confiança rara junto a Memphis Depay, cujas exigências de profissionalismo são altíssimas. A saída do executivo gera um desconforto imediato no CT Joaquim Grava. O novo gestor terá o desafio de convencer os principais ativos do clube de que o projeto esportivo continua ambicioso, mesmo com o corte de gastos.
A “blindagem” que Fabinho exercia permitia que Dorival Júnior se concentrasse exclusivamente no campo. Sem essa figura de mediação, o risco de interferência política direta no departamento de futebol aumenta, o que historicamente prejudicou o Corinthians em anos de Libertadores.
2. A Engenharia Financeira: Gastar Menos para Ganhar Mais
O Corinthians entra em 2026 com uma dívida total que ronda os R$ 2,7 bilhões. O plano de Osmar Stabile é claro: o clube não fará “loucuras” financeiras, mesmo na Libertadores.
- Redução da Folha: O objetivo é baixar o custo mensal para a casa dos R$ 18-20 milhões.
- Vendas Necessárias: Jogadores como Breno Bidon e Yuri Alberto estão na vitrine. O planejamento prevê que o lucro dessas vendas seja reinvestido apenas parcialmente (cerca de 30%), enquanto o restante servirá para abater juros de dívidas com a União e credores privados.
- Contratações Cirúrgicas: A saída de Fabinho Soldado, que tinha boa entrada no mercado europeu e árabe, obriga o clube a buscar um novo executivo com “olho clínico” para jogadores em fim de contrato e apostas de baixo custo no mercado sul-americano.
3. O Fator Dorival Júnior e a Continuidade Tática
Fabinho Soldado demitido do timão

A grande âncora de estabilidade para 2026 é a permanência de Dorival Júnior. O técnico encontrou um equilíbrio raro no sistema 4-3-3, potencializando Garro como o “cérebro” da equipe.
Sem Fabinho, Dorival ganha, ironicamente, mais peso nas decisões de mercado. O treinador terá voz ativa para indicar reforços que se encaixem no modelo de jogo, evitando contratações de “oportunidade” que não servem ao esquema. A prioridade para a Libertadores é a busca por dois zagueiros de alta velocidade e um volante de transição, suprindo a provável saída de nomes mais caros.
4. O Cenário Político: Estabilidade ou Caos?
A Libertadores 2026 é o grande trunfo da gestão Stabile para afastar o fantasma do impeachment e as críticas da oposição. No entanto, a demissão de Fabinho Soldado foi vista por muitos conselheiros como uma jogada política para centralizar o poder.
Se o início do Paulistão e da fase de grupos da Libertadores for turbulento, a falta de um executivo experiente deixará o presidente exposto. O sucesso do plano depende de uma transição rápida: o substituto de Fabinho precisa ser anunciado antes da virada do ano para iniciar a montagem do elenco de apoio aos titulares.
Links de Pesquisa:
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Tabela: O Elenco para 2026 – Expectativa vs. Realidade
| Setor | Situação Atual | Plano para 2026 |
| Ataque | Dependente de Memphis/Yuri | Busca de reserva “low cost” e uso da base |
| Meio-Campo | Garro sobrecarregado | Contratação de um segundo volante criativo |
| Defesa | Envelhecida e cara | Renovação com foco em jogadores de 23-26 anos |
| Folha Salarial | ~ R$ 25 milhões/mês | Meta de R$ 20 milhões/mês |
Conclusão: O Risco da Transição
O Corinthians entra em 2026 caminhando sobre o fio da navalha. A vaga na Libertadores traz o oxigênio financeiro necessário, mas a saída de Fabinho Soldado remove a peça que mantinha a engrenagem funcionando sem ruídos. O sucesso do “Plano 2026” não depende apenas do talento de Memphis Depay, mas da capacidade da diretoria em preencher o vácuo de gestão com alguém que entenda que, no Corinthians, a Libertadores não se joga apenas com os pés, mas com uma logística impecável e um vestiário inabalável.
O torcedor corintiano, escaldado por crises políticas passadas, observa com cautela. A glória da Copa do Brasil é o combustível, mas o mapa da mina para conquistar a América novamente ainda está sendo redesenhado, agora sem o seu principal arquiteto.
Análise 360°: É certo que as tribulações políticas lá em CT Joaquim Grava não estão perto de terminar, no entanto será preciso que o presidente juntamente com seus colaboradores e grande torcida colaborem para ter um ano de 2026 vitorioso para o Cotinthians. No momento fica uma pergunta ; Será que o grande Técnico Dorival Júnior vai aceitar permanecer no clube com todas essas turbulências e agitações políticas ?
Editado por : Osvaldo Lúcio da Silva.
24/12/2025.